quinta-feira, 1 de abril de 2010

Blame it on the movies!

[Para ler ao som de Regina Spektor - Fidelity]

E hoje eu finalmente compreendi o que está errado comigo:

aprendi a amar assistindo filmes.




Eu sempre espero que durmam na porta da minha casa para me reconquistar;



Eu sempre espero que mudem a minha vida em três dias;



Eu espero por alguém que saiba - exatamente - o que dizer para vencer qualquer resistência, qualquer medo que eu tenha.


E acabo me esquecendo que os filmes são ilusões. Aquelas que nós mais queríamos que pudessem se materializar. E que a função é fazer sonhar, sorrir e apenas isso. Porque na vida real mas pessoas simplesmente não fazem essas coisas.
Mas, honestamente? Se eu não posso ter, então, que não me mostrem. Isso tudo é extremamente frustrante.

sábado, 20 de março de 2010

Notas mentais

[Para ler ao som de Glory Box do Portishead]



E eu ainda não sei porque me deixei dominar pelo impulso de voltar a escrever um blog. Não consigo escrever de maneira bela e metafórica e tampouco tenho algo interessante a dizer. Sou só mais uma inconformada no mundo. Mas voltei porque preciso falar das minhas trivialidades. Mais especificamente, porque preciso falar sobre elas sabendo
que ninguém está ouvindo. Porque se ninguém está ouvindo, ninguém vai fingir que se importa.

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Você vive e continua vivendo, apesar de tudo. Da insatisfação, do cansaço existencial e das várias faltas.

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O mundo seria um lugar melhor se as pessoas fossem mais coerentes com aquilo que berram a plenos pulmões. Mas, infelizmente, todo mundo tem um discurso bonito e ninguém vive aquilo que diz acreditar.


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Eu quero muita coisa. Mas, às vezes, tenho uns momentos de inércia e nem toda essa vontade de ser grande me faz sair da cama para dar alguns passos na direção dos meus objetivos.

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Pensar não é saudável. É como sempre digo: penso, logo desisto. Se eu fosse só mais uma daquelas pessoas vestidas com camiseta de bloco de carnaval; se eu não ponderasse tanto o peso das minhas ações/falas; talvez eu fizesse muito mais do que faço. E talvez não tomasse tantos comprimidos pra dor de cabeça.

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Sim, minhas questões continuam tão lamentáveis quanto sempre foram. E meu humor continua oscilando, em média, quarenta vezes por minuto.